As razões que levaram à queda da monarquia foram:
- O aumento dos impostos;
- A inflacção;
- A ameaça do desemprego;
- Os baixos salários recebidos e, às vezes, 14 horas de trabalho diário.
Também o ultimato inglês, pelo qual a monarquia era considerada responsável, contribuiu para aumentar o descontentamento da população.
Aproveitando este descontentamento, os republicanos organizaram a 31 de Janeiro de 1891, a primeira tentativa de Implantação da República, no Porto. Os revolucionários chegaram a içar a bandeira republicana na Câmara Municipal, mas a revolta acabou por ser dominada pelas forças da guarda municipal.
Em 1910, proclamada a República, foi constituido o primeiro Governo Provisório, chefiado por Teófilo Braga, que conduziu os destinos do País até à aprovação de uma Constituição Republicana. Esta, aprovada a 21 de Agosto de 1911, adoptava o sistema liberal de divisão e independência dos três poderes e estabelecia um regime democrático parlamentar (com preponderância do poder legislativo sobre o executivo).
Algumas medidas tomadas pelo governo provisório ajudaram a marcar a diferença entre o velho e o novo regime: uma nova bandeira, um novo hino (A Portuguesa) e uma nova moeda (o Escudo).
Ao longo do período da Primeira República (1910-1926) foram tomadas outras medidas que marcaram a acção dos governos republicanos:
- Laicização do Estado;
- Financeiras;
- Sociais;
- Educativas.
Embora algumas destas medidas tivessem sido fortemente contestadas, nomeadamente por parte de Igreja Católica, os republicanos procuraram, assim, pôr em prática os seus ideais de liberdade e igualdade.
Hugo Gomes
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